O FIM DO JORNAL EM PAPEL - JORNALISMO ONLINE

24 03 2008

 Com exceções tais como China e Índia, a lenta declinação da indústria dos jornais é uma tendência mundial.

O grande erro que cometeram os jornais dos Estados Unidos, Europa, e América Latina em resposta ao novo contexto é o de tratá-lo como um desafio financeiro e tecnológico em vez de um fenômeno cultural.

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A resposta dos jornais durante a década passada consistiu principalmente em duas coisas: a reestruturação de suas finanças e o fornecimento de versões online de seus produtos impressos.

Todo o demais-incluída a criação de novos negócios em torno de suas marcas prestigiosas ou o rendimento na TV por cabo-foi pensado para salvar ao modo tradicional de oferecer as notícias.

O resultado é este ruído novelesco.

A mudança cultural que está tendo lugar a respeito da informação equivale a uma descentralização do poder. Steve Greenhut do Orange County Register o expressou primorosamente quando escreveu que “isto é o equivalente à Reforma Protestante para os meios, onde cada homem pode converter-se em seu próprio papa, ou neste caso em seu próprio editor”.

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A tecnologia ajudou a acelerar esta mudança, como a tecnologia ajudou a acelerar o trânsito desde a sociedade agrícola à industrial ou desde a sociedade industrial à dos serviços. Mas a tecnologia é somente um meio.

O miolo da questão tem a ver com a percepção popular de que o poder se encontra atualmente em suas mãos em virtude de que podem competir com os gigantes tradicionais.

A indústria dos jornais veio em grande parte tratando à nova tecnologia como um fim em si mesmo, crendo que a combinação de uma marca bem conhecida e uma atraente página na Internet funcionaria.

Bem, esses websites atraíram a leitores online mas não ajudaram a deter as perspectivas de médio prazo de suas organizações irmãs.

Os rendimentos publicitários de Internet representam em média não mais de 10 por cento do total dos rendimentos por publicidade devido a que os leitores online dos jornais ainda têm uma importância pequena para os anunciantes.

Os jornais precisam expandir seu círculo de leitores em Internet de um modo muito substancial e, particularmente, persuadir a seus leitores online de que permaneçam conectados a suas versões digitais por bem mais tempo.

A forma de fazê-lo é a de adotar a mudança cultural.

A população deseja mais controle sobre o que lêem, olham, e escutam. Algumas organizações compreenderam isto. Por exemplo, OhmyNews de Coréia do Sul oferece um jornal online escrito pelo que eles denominam “o cidadão repórter”, querendo significar que qualquer indivíduo pode enviar relatos noticiosos que depois serão examinados por um plantel de cerca de 50 diretores.

Nem todas as histórias são publicadas, mas o jornal conta atualmente com mais de 40.000 repórteres. Esse é somente um exemplo.

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Vin Crosbie, um consultor de notícias online, afirma que a “personalização em massa das edições de cada dia” é o único caminho para salvar aos jornais. Com isto se refere não tão só à personalização do envio das notícias através de Internet e dispositivos portáteis senão também o emprego de tipografias digitais para imprimir milhares de edições ao gosto do cliente.

Os indivíduos descobriram que podem fazer por si mesmos a classe de seleção que o jornal tradicional fez por eles desde começos do século 17. Os leitores e espectadores se preocupam de que podem participar no processo de seleção mediante a criação de seu próprio amálgama de informação.

Pelo momento isso só implica saltar de um meio online a outro segundo os diversos caminhos que o leitor esteja procurando.

Nos velhos tempos, costumavam chamá-lo eleição e liberdade. Hoje em dia o chamamos homicídio. Ninguém matou ao jornal. Ocorre tão só que a informação, que costumava fluir de acima para baixo, está agora começando a fluir de baixo para cima.

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Un comentario a “O FIM DO JORNAL EM PAPEL - JORNALISMO ONLINE”

9 04 2008
Luiz via Rec6 (20:32:10) :

O FIM DO JORNAL EM PAPEL - JORNALISMO ONLINE « SU MONOGRAFIA CDA…

O famoso jornal que assinamos e recebemos na porta de casa está com seus dias contados? Como será o futuro do jornalismo? Já estamos vivenciando uma nova era da informação. …

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