SU MONOGRAFIA CDA

Marzo 21, 2008

A CRISE DO QUENIA – tema de monografias ou TCC

Apesar do preconceito, a História não somente estuda aspectos do passado, mas também seus reflexos no presente e mesmo no futuro, assim ,justifica-se este tema para uma monografia de História.

Este tema foi trazido pelo time de elaboradores de monografias de História e Política Exterior – Monografia Alpha

Da mesma forma, uma monografia sobre a atual situação do Quênia também é bastante atual para um estudante de políticas exteriores em seu TCC

A tragédia cotidiana que vive o Quênia desde as fraudulentas eleições do dia 27 de dezembro -matanças e deslocamentos, liberdades restringidas, uma economia a ponto de sucumbir- confirma pela enésima vez que os políticos locais, e não o imperialismo nem os costumes ancestrais, são os principais culpados pela miséria da África subsaariana.

Nos últimos anos, os quenianos tinham feito um esforço para criar uma democracia funcional, uma economia mais aberta e um clima institucional estável. O resto do mundo tinha respondido bem: desde a Ásia até Europa, falava-se do Quênia como do “shopping e financeiro” da África oriental e esse país estava visivelmente ausente da lista de nações problemáticas que costumavam citar os observadores com respeito àquele continente.

Assim, tem-se a qualidade dos serviços de monografia da Monografia Alpha

Pois se fosse pouco, as democracias ocidentais sustentavam que o governo do Quênia era um bastião contra o fundamentalismo islâmico na vizinha Somália.Tudo isso caiu por terra agora que o presidente Mwai Kibaki recusou a abandonar o poder depois de uma eleição que, segundo os observadores locais e estrangeiros, roubou olimpicamente.

 Sua decisão de aferrar-se ao poder ampliou os ressentimentos tribais, regionais e inclusive religiosos, substituindo às instituições com a violência bruta como mecanismo para atribuir o poder, a riqueza e o prestígio. Mais de um milhar de pessoas foram assassinados, muitas mais foram mutiladas ou violadas, e um quarto de milhão foi deslocado.

Estes números seguramente piorarão dado o fracasso dos esforços internacionais para mediar entre o presidente Kibaki e o líder da oposição, Raila Odinga.

Não se pode dizer que o roubo das eleições tenha criado problemas ali onde não existiam. A tribo dominante, a dos kikuyu, já era vista com suspeita pelas demais tribos, incluídos a dos luos de Odinga, que se sentiam marginados. Os muçulmanos se sentiam abandonados pelos cristãos. Diferentes províncias viam com rancor a concentração de poder na Província Central.

Mas estas tensões e reclamos estavam só latentes porque, desde o fim do governo do partido único em 2002, diferentes mecanismos institucionais pareciam prometer uma participação, mobilidade e descentralização graduais.

O pior crime do presidente Kibaki é ter pulverizado a expectativa de do que os meios pacíficos podem reparar as velhas injustiças.

Os agentes de segurança do governo não são os únicos que perpetram matanças. Segundo muitos depoimentos, a oposição está estreitamente vinculada a diferentes ligas que aterrorizaram aos kikuyus no Vale do Rift e outras áreas do oeste do Quênia. E há indícios de que grupos não unidos à confrontação política aproveitaram a oportunidade de saldar suas contas.

Uma vez que o governo abriu a Caixa de Pandora, qualquer coisa podia sair dela. E saiu.

Depois da luta pela independência, o Quênia passou a ser, nos anos 60, um Estado corrupto dominado por um partido único sob o comando de Jomo Kenyatta. Daniel arap Moi prolongou essa herança depois de chegar ao poder em 1978. Sob tais dirigentes, Quênia se converteu -para empregar as palavras de George Ayittey no recente livro “Making Poor Nations Rich “- num “Estado vampiro”. Mas depois o Quênia optou por uma transição que parecia apartá-la da maior parte do resto do continente. Agora, quando havia indícios de que o Quênia estava deixando para trás sua política autoritária, Kibaki conseguiu, de um só golpe, convertê-la num país que não se diferencia de outros Estados africanos sumidos no horror.

A Monografia Alpha está capacitada para realizar uma monografia atual e específica sobre este tema

Somente nos últimos anos um número substancial de nações africanas começaram a modificar sua economias políticas, desfazendo-se das falácias ideológicas e práticas brutais que dilapidaram a independência do continente negro. Quênia parecia ser uma delas, com sua significativa contribuição a uma região cuja economia veio crescendo ao redor dos 6 por cento anuais e atraindo capitais estrangeiros em quantidade respeitável.

A decisão de Kibaki de arruinar tudo isso é um verdadeiro crime contra todos os africanos.

1 comentario »

  1. A CRISE DO QUENIA – tema de monografias ou TCC « SU MONOGRAFIA CDA…

    A atual crise no Quênia e suas consequencias geopolíticas, não somente para a África mas para a estabilidade dos países de língua portuguesa….

    Trackbacks por Luiz via Rec6 — Abril 9, 2008 @ 8:35 pm


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