PROCESSOS COGNITIVOS E EDUCACAO
13 03 2008Os especialistas no processo cognitivo destacam aqui três teorias ou enfoques diferentes a respeito do funcionamento da mente como processamento de informação, que convém resumir brevemente:
Através do time de monografias em pedagogia e psicologia - Alpha Monografias e TCC
a) aproximação funcionalista da mente;
b) a mente como sistema de representação;
c) enfoque da neurociência.
O primeiro enfoque sustenta que qualquer fenômeno psicológico é gerado por algum procedimento efetivo ou conjunto de instruções que se podem especificar de maneira precisa (algoritmos) e que definem a sucessão dos estados mentais dentro da mente. Deve-se esclarecer aqui que tais “algoritmos” nem sempre devem ser entendidos em sentido “forte” (procedimentos mecânicos submetidos a regras fixas), senão que com freqüência são “algoritmos” em sentido “débil” (ordenação racional de passos, caracterizada pela possibilidade de improvisar ou completar algum passo, com o que cabe um resultado variável dentro de um marco genérico).
A segunda perspectiva defende que a mente é um sistema de representação e entende a psicologia como o estudo dos diversos processos computacionais segundo os quais se constroem, organizam, interpretam e se transformam as representações mentais. Aqui é usual que os psicólogos cognitivos ao falar da mente e seus processos ou eventos se refiram à intencionalidade, à consciência ou aos estados mentais como estados intencionais. O conceito de intencionalidade se usa na filosofia medieval para referir-se a fenômenos ou operações mentais.
Não se deve confundir com o termo mais familiar de intencional “” que significa “ânimo”, “desígnio”, “com propósito”. Assim, a intencionalidade se refere a essa propriedade de ser “a respeito de ou” de versar “sobre outra coisa”, e não necessariamente de fazer algo com um propósito ou com intenção.
De modo genérico, a intencionalidade se pode definir, com Searle como “aquela propriedade de muitos estados e eventos mentais em virtude da qual estes se dirigem a, ou são sobre ou de, objetos e estados de coisas do mundo” (1992: 17).
Segundo isto, sempre que há intencionalidade -um estado mental intencional- se dá uma crença ou desejo que pode ser tanto correto como falso (por exemplo, uma “falsa crença”). Quando a mente alberga experiências que cursam com um processo mental consciente (seja um processo primário ou seja-o reflexivo, isto é, ulterior e mais elaborado) falamos, em termos de Jackendoff, de mente fenomenológica.
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Por último, segundo o terceiro enfoque os psicólogos se interessam pelos tipos de operações lógicas ou relações funcionais que poderiam incorporar-se nas redes neuronais.
